sábado, 24 de outubro de 2009

Um Dia a Gente Aprende…

Eu ODEIO correntes. Acho uma perda de tempo e desnecessárias, ainda mais aquelas que pedem ajuda com dinheiro ou mesmo aquelas que são para concorrer a algo. Mas, as vezes, surgem certas correntes que são estimulatórias e nos chegam como símbolo de amizade e mostrando o quanto a pessoa se importa contigo.

Durante anos fiz muitas amizades, que para mim, serão sempre duradouras e dentre elas, as melhores, surgiram durante o período que passei pela – agora – EEEMF Fernando Duarte Rabello. Luciano, Karla (que se tornou esposa do Lu), Wdson, Rodolfo, Kellin e Erica, são algumas dessas pessoas, com quem mantive maior ligação.

Erica e Kellin eu reencontrei um tempo atrás graças ao Orkut (pelo menos para isso essa página serve, para rever velhos amigos) e então trocamos e-mails e hoje, apesar de não nos vermos, a amizade permanece. Assim acontece com Luciano, Karla e Wdson, também (este último é com quem menos tenho contato, mas sempre considerei um grande amigo).

Mas o que quero dizer é que Erica me mandou uma dessas correntes motivadoras e eu gostaria de dividi-las com vocês e com eles (se vierem a entrar aqui!). Abraços a todos!

UM DIA A GENTE ENTENDE...

Que é errando que se aprendeclip_image001

Que envelhecer não significa deixar de ser criança

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Que o silêncio é a melhor resposta quando ouvimos uma bobagem

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Que ganhar dinheiro não é prioridade em toda profissãoclip_image004

Que os sonhos estão aí para serem alcançadosclip_image005

Que amigos a gente conquista mostrando o que somosclip_image006

Que os verdadeiros amigos estão ao nosso lado até o fim

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Que a maldade muitas vezes se esconde atrás de uma bela face.clip_image001[4]

Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
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Que quando pensamos saber tudo descobrimos que temos muito a aprender

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Que a natureza é a coisa mais bela da vida
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Que amar significa se dar por inteiro

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Que um só dia pode ser mais importante do que muitos anos

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Que se pode confessar com a lua

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Que é possível viajar além do infinito
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Que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde
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Que um gesto de amor sempre aquece o coração
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Que o julgamento alheio não é importante

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Que devemos ser criança a vida toda

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Que é preciso cultivar a paz interior

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Que sonhar é preciso

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E que o mais importante de tudo....

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é que somos livres para nossas escolhas.

Aproveite ao máximo cada instante de sua vida, pois ela é única.

A vida é curta, perdoe sempre, use da sinceridade, ame de verdade,  ria descontrolavelmente, e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo.

E lembre-se que não há prazer sem riscos.

A vida pode não ser a festa que esperávamos que fosse em todos os momentos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar!!! Aprecie...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

New SpringWidget

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

II Fórum Mídia Livre, na UFES

É aquele lance, hoje em dia só não aprende a se mexer com blogs ou descobrir cada dia mais coisas sobre a blogosfera, quem prefere manter sua página virtual como um mero diário. Em tempos de BlogcampES, no dia 15/08 (sábado), acontecerá o II Fórum Mídia Livre, no Núcleo de Multimeios, no Centro de Artes, da UFES. Durante o Fórum, acontecerão oficinas, cuja inscrições podem ser realizadas no site do evento. Após as oficinas acontecerá uma descoferência com o debate “Nós somos a mídia!”, cujo o tema será sobre estado da mídia e da cultura no Espírito Santo.

Abaixo toda a programação enviada por Roberta Soares, a pedido de jornalista, professor e blogueiro Fabio Malini.

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O II Fórum Mídia Livre ocorrerá em Vitória nos dias 13 a 15 de novembro. Até lá midialivristas capixabas irão percorrer o estado, do Sul ao Norte, para divulgar o evento, através do Seminário Aberto Itinerante "Nós Somos a Mídia". A caravana midialivrista capixaba começa na capital, na Universidade Federal do Espírito Santo. E todos estão convidados a participar. Inscreva-se no blog do fórum de mídia livre.

"Nós somos a Mídia"
Seminário Aberto Itinerante
rumo ao II Fórum de Mídia Livre

15 de agosto - 9h às 18h (próximo sábado)
Núcleo de Multimeios (Bob Esponja) - Centro de Artes - Ufes
PROGRAMAÇÃO
9h – Abertura
9h30 – Oficinas de Mídia Livre

1) PodCasts – ou Faça sua Própria Rádio
Oficineiros: Marcelo Daigo, Yuri Santos e Osvaldo Oleare
Resumo: participantes produzem dois podcasts para a Rádio Mídia Livre. O objetivo é aprender técnicas de produção e divulgação de podcasts.
Vagas: 15 pessoas
2) Blogs e Comunicação Institucional
Oficineiros: Thalles Waichert e Fábio Malini
Resumo: participantes produzem textos para diferentes gêneros de blogs. O objetivo é mostrar como uma organização/movimento pode mobilizar diferentes públicos em torno dessa mídia social.
Vagas: 20 pessoas
3) Criação de Mashups em Áudio
Oficineiros: Murilo Esteves 
Resumo: participantes vão produzir mashups em áudio, um dos gêneros de mais rápida circulação na web. Mashup é uma técnica musical que consiste em mixar vários samples de musicas diversas e através de algumas modificações formar uma nova musica. Dentro dessa problemática é possível abordar temas como direitos autorais, sample, morte dos autores e copyleft. A oficina de mashup pretende ser um espaço de junção crítica teórica e prática na construção de musica “comum”.
Vagas: 10 pessoas
4) Estratégias de Comunicação em Mídia Social, ênfase no Twitter - ESGOTADA
Oficineiro: Júlio Valentim
Resumo: Você sabe se comunicar em mídias sociais na internet? Então a idéia é socializar técnicas de guerrilha de informação em redes sociais, principalmente o Twitter. Hoje a mídia de massa é fixação. Informação é na internet. Então o objetivo é mostrar como produzir visibilidade da sua informação em rede.
Vagas: 15 pessoas
5) Fotografia – Ligth Painting - ESGOTADA
Oficineiros: Izais Buson e Thiago Coutinho
Resumo: A técnica fotográfica Light Painting (Pintando com luz) consiste em fazer fotografias com longa exposição e usar os deslocamentos da luz para inscrever desenhos na imagem. A oficina permite aos participantes o contato com uma técnica experimental de fotografia e demonstra como pode ser feita a manipulação da imagem sem o uso de programas de pós-produção.
Após a produção das fotografias, haverá uma seleção e as principais imagens que dialoguem com a causa midialivrista serão publicados no blog do evento.

Vagas: 7 pessoas

14h às 18h – Desconferência “Nós somos a mídia! Debate sobre estado da mídia e da cultura no Espírito Santo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

2º BlogcampES está chegando!

head-copiaÉ isso mesmo, como o banner aí do lado, o 2º BlogcampES  interagindo, seja pessoalmente ou por Twitter. Esta segunda edição contará com uma organização muito bem esquematizada e teve seu lançamento no diao 04 de agosto, no Fuel Station e tudo foi devidamente filmado peloc e-brand. As inscrições estão sendo feito no site do evento e lá também você pode encontrar toda a programação. Mas se não deseja ficar viajando de um site para o outro, segue abaixo tudo que acontecerá no BlogcampES, além do vídeo feito pelo e-brand. Não percam esse evento que servirá para ampliar a blogosfera capixaba.ento, então se você tem um blog e deseja conhecer outros blogueiros ou mesmo participar de algumas atividades, não perca tempo! Senão, somente apareça lá e conheça novas pessoas!

QUINTA, 20 DE AGOSTO


  • 09:00                          Recepção com café da manhã
  • 09:00 às 12:00           Desconferência
    Blogosfera 10 anos depois do Blogger: O que podemos hoje?
    Cada desconferencista pode ir até o microfone e fazer uma fala institucional de até 5 a 10 minutos, a seguir todos os presentes poderão manifestar-se. A manifestação deve girar em torno das questões levantadas pelos desconferencistas.
  • 14:00 às 16:00           Atividade de interação
    Oficina de cibertexto
  • 16:00 às 18:00           Atividade de interação
    Fórum de Conhecimento Livre
  • 19:00 às 20:00           Atividade cultural
    Mostra Mashup Áudio Vídeo com curadoria de André Paste
  • 21:00                          Atividade Cultural
    TwitterFEST – lançamento do agregador de blogs

SEXTA, 21 DE AGOSTO


  • 09:00 às 12:00           Desconferência
    Opinião, política e Blogosfera
    Cada desconferencista pode ir até o microfone e fazer uma fala institucional de até 5 a 10 minutos, a seguir todos os presentes poderão manifestar-se. A manifestação deve girar em torno das questões levantadas pelos desconferencistas.
  • 14:00 às 16:00           Atividade de interação
    Oficina de cibertexto
  • 16:00 às 18:00           Atividade de interação
    Fórum de Conhecimento Livre
  • 19:00 às 21:00           Desconferência
    Blogosfera Literária: prosa e verso
    Cada desconferencista pode ir até o microfone e fazer uma fala institucional de até 5 a 10 minutos, a seguir todos os presentes poderão manifestar-se. A manifestação deve girar em torno das questões levantadas pelos desconferencistas.
  • 21:00                          Atividade Cultural
    Pipoca e blog: exibição do documentário “Blogosfera Capixaba” de Sérgio Rodrigo

SÁBADO, 22 DE AGOSTO


  • 09:00 às 12:00           Desconferência
    As Blogosferas femininas e LGBT's
    Cada desconferencista pode ir até o microfone e fazer uma fala institucional de até 5 a 10 minutos, a seguir todos os presentes poderão manifestar-se. A manifestação deve girar em torno das questões levantadas pelos desconferencistas.
  • 14:00 às 16:00           Atividade de interação
    Oficina de cibertexto
  • 16:00 às 18:00           Atividade de interação
    Fórum de Conhecimento Livre
  • 19:00 às 21:00           Desconferência
    Blogosfera e o Twitter: o que um faz com o outro?
    Cada desconferencista pode ir até o microfone e fazer uma fala institucional de até 5 a 10 minutos, a seguir todos os presentes poderão manifestar-se. A manifestação deve girar em torno das questões levantadas pelos desconferencistas.
  • 21:00                          Atividade Cultural
    BlogParty

DOMINGO, 23 DE AGOSTO


  • 10:00 às 13:00           Desconferência:
    A Blogosfera Trash/Freak: existe no ES?
    Cada desconferencista pode ir até o microfone e fazer uma fala institucional de até 5 a 10 minutos, a seguir todos os presentes poderão manifestar-se. A manifestação deve girar em torno das questões levantadas pelos desconferencistas.
  • 14:00 às 16h00          Atividade de interação
    Oficina de cibertexto
  • 16:00 às 18:00           Atividade de interação
    Fórum de Conhecimento Livre
  • 18:00                          Encerramento

Última atualização (Qua, 05 de Agosto de 2009 15:20)

Vídeo do Lançamento do 2º BlogcampES

sábado, 1 de agosto de 2009

“A Grega” no Clube de Autores

Curso de teatro - FUTURE Você já teve a sensação de estar realizando seus maiores sonhos? Ou melhor, você já realizou seus maiores sonhos? Quando eu comecei a fazer teatro, foi a primeira vez que tive essa sensação. Era uma delícia estar no meio de pessoas que gostavam de conversar sobre as mesmas coisas que você e conseguiam te compreender. As trocas eram bastante familiares e – quase – sempre estavavamos em sintonia.

Carlos Gomes Teatro foi uma grande realização na minha vida, que eu simplesmente adoro, mesmo longe dos palcos (escolha e opção pessoal!). Quando comecei a escrever (isso bem antes do teatro) também tive essa mesma sensação.

A primeira vez que eu comecei a escrever textos grandes, foi na Escola Nacional Junior, onde desenvolvi aventuras da minha turma em viagens de foguete, saindo de dentro do Morro ao lado da escola (foi assim que criei o esconderijo do meu personagem Combate). Depois eu comecei a desenvolver um texto sobre Alexander Ulianov III e com incentivo de minha professora de português, eu desenvolvi o que seria minha primeira versão de um romance sobre vampiros.

“Amor Sombrio” de romance, virou peça teatral e assim ficou, pois então conheci a minha Marcelle.

Uma ex-namorada que eu chamava gentilmente de “vampirinha” e Marcelle Anthemimuspor causa dela criei Marcelle Anthemimus, uma vampira secular, que vinha ao Brasil, com sua secretária, e contava a história a uma estudante de História, que ficou por anos sem nome.

Essa versão, para mim, não era o ideal, então a modifique completamente (cheguei a apagar todo o livro na época). Neste momento conheci minha ex-namorada, Caroline, e a partir daí criei uma nova personalidade e um nome para minha segunda personagem. A jornalista Caroline Guimarães, estudava comunicação social na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e foi chamada por Marcelle para ouvir sua história. Isso ainda não me satisfez.

Agora sem namoradas, precisei me basear em outras coisas, então comecei a contar a história do ponto de vista de Marcelle, como se fosse ela contando a todos sua história, sem delongas. Então era o seguinte, Caroline Guimarães, uma jornalista que trabalhava numa revista de grande circulação do estado do Espírito Santo, fora chamada pela historiadora Marcelle Anthemimus, sem um motivo aparente. Quando chega ao hotel em que Marcelle está instalada, descobre que ela é uma vampira. Totalmente descrente disso, precisou de provas para crer na afirmação da “grega”  só assim ouviu sua história. Marcelle pediu que Caroline contasse sua história do seu ponto de vista, ou melhor, como se fosse a própria grega contando a todos.

cover_front_big Daí surgiu a versão que está disponível no Clube de Autores de “A Grega”. Marcelle Anthemimus é uma vampira que viaja todo o mundo, após ser tragicamente num eterno ser depende de sangue humano para sobreviver. Durante suas viagens, conhece seus parceiros, encontra outros vampiros e enfrenta desavenças com um vampiro milenar. Marcelle conta toda a história a Caroline, que passa a mim todas as informações, pois some depois de receber ameaças.

Eu espero que curtam este romance sobre um vampira grega.

Link para adquirir o livro: http://clubedeautores.com.br/book/3535--A_Grega, que custa R$ 41,72 (mais custos de entrega).

Abaixo o promo do romance, feito pela minha amiga Luciana Waack:

livro do andré cópia

domingo, 21 de junho de 2009

Surge o WikiBlogsBR

Isso é mais um anuncio do que algo relacionado aos meus blogs Teatro Capixaba, Contos do Pee Wee, Vampirologia – O Estudo e/ou Gothamita. No dia 20/06/2009 (sexta-feira), o criador do Blog do Solteirão, ex-blogueiro e meu irmão de sangue, Armando Rogério Brandão Guimarães Jr., decidiu desenvolver o WikiBlogsBR.

O site funciona como o Wikipedia, ou melhor, ele é um agregador de assuntos, como uma enciclopédia virtual, e servirá como um local aonde os blogueiros do Brasil inteiro estarão colocando sobre suas páginas, a história delas e o porque foram desenvolvidas.

Para fazer parte, basta se inscrever e criar sua página, aonde poderá falar sobre seu blog e assim terá mais um local para divulgá-lo. Aprenda como criar sua página na Guia de de edição/Formatação, publicado no Wikinotícas, do Wikimedia Foundation.

sábado, 11 de abril de 2009

Prole – Terceira Parte

Depois da primeira e da segunda parte deste conto, chego a vocês com a terceira parte do conto Prole, dos contos Em Busca do Conhecimento. Nesta parte, Miguel é Joshua conhecem muito mais do que a região em que seus descendentes moravam. Boa leitura!

imigrantes-no-esQuando acordaram, a pedido de Joshua – Miguel não estava muito animado com isso -, foram procurar Giacomo e Giancarlo:

- Pô, o cara se desfez de tua generosidade e cê ainda quer ir atrás dele? Cê acha que é quem? Gandhi?

- De onde você tirou Gandhi, agora? – Questionou Joshua, espantado.

- Ah qualé Joshua, té parece que sou tão ignorante assim. Você com essa de aceitar o modo que Giancarlo te trata, ta parecendo Gandhi, sim. Tá, se você quer procurá-los, vamos nessa, mas não espere que eu seja amigável com ele.

- Você já percebeu que parou de tratá-lo como nonno?

- Cê queria o quê? Pode até ser meu nonno, mas isso não dá motivos para destratar meus parentes, ou melhor, os parentes dele...

- Miguel, ele não sabe...

- Tô ciente disso, mas mesmo assim, não se destrata quem quer te ajudar. – Seguiram então o caminho deles, mas parecendo dois turistas do que pessoas com o objetivo de conviverem com o avô e o tio. Não reconheciam a cidade, sendo que já haviam visitado outras vezes, mas a infra-estrutura era completamente diferente, pois os prédios ainda não existiam, sendo o centro da cidade formado de casas, com uma igreja bem de frente para uma praça:

- Tá parecendo cenário de novela. – Exclamou Miguel, a certa altura. – Aí, cansei! Vamos parar por aqui e dar uma descansada. Pô, primeiro que num to acostumado de acordar tão cedo, segundo que já perdemos o objetivo dessa viagem, por mim nós voltamos para o nosso tempo, agora. – Quando terminaram de falar, duas jovens passavam por eles, deixando Miguel fascinado. Uma delas chegou a olhá-lo dentro dos olhos, com um enorme frisson:

- Você viu isso? – Arguiu Miguel, sacudindo o primo, com empolgação.

- O quê? – Questionou Joshua assustado, quando olhou na direção do dedo do primo, viu as jovens. – Miguel, é titia e nonna!

- Como é que é? Cê ta de sacanagem que nonna e titia eram tão gostosas?

- Miguel, mais respeito, são nossas parentes.

- Ah Joshua, elas nem tem consciência disso... – Ao terminar de falar, ouviram uma voz atrás deles, o que assustou-os:

- Eu tinha consciência de que algo estranho os cercava! – Na hora que olharam, viram Giácomo em pé, ao lado do braço de Miguel. – Que explicação vocês têm para nos dar?

O medo se apoderou de ambos, fazendo Miguel ficar sem ter o que dizer, foi quando Joshua começou a balbuciar:

- Somos pessoas que vieram num túnel gerado por um pequeno portal, que denominamos de Interportal. Ele gera uma força centrífuga, que traga os corpos a sua frente, enviando-os para qualquer lugar, sem distinção, mas graças ao trabalho do professor Fred, meu mentor, conseguimos ser enviados no tempo até o momento de encontrá-los, tanto você quanto o nonno...

- Joshua! – Gritou Miguel. – Que cê tá fazendo?

- Mas do que este jovem está a falar? – Perguntou Giácomo, completamente sem entender.

- Nada, Giácomo, ele somente está falando coisas incongruentes...

- Não Miguel. – Interrompeu Joshua, depois de respirar bastante. – Acho melhor contar tudo a nosso tio.

- Eu, tio de vocês? Do que está a falar, rapaz? Desde quando somos parentes? E por que ele lhe chamou de Joshua?

- Desculpe confundir sua cabeça desse jeito, Giácomo, mas agora já foi dito. Meu nome verdadeiro é Joshua. Eu e Miguel somos de outro tempo, viemos para cá através de um portal dimensional...

- Joshua, meu jovem, eu também li A Máquina do Tempo, de Wells...

- Não estou falando de um livro de ficção científica, Giácomo, estou falando de realidade. Viemos de uma faculdade do futuro, num interportal, que nos transportou para esta época, pois queríamos conhecê-los quando jovens, tanto você quanto nosso nonno, Giarcarlo.

- Tu queres me dizer que Giancarlo é nonno de vós? Isto está deveras confuso!

- Por favor, sente-se, pois temos muito para lhe contar, mas peço que tenha paciência, pois a história é longa! – Mesmo sentindo-se aturdido, Giácomo sentou e ouviu o relato de Joshua, enquanto Miguel não tirava o olhar vidrado das duas moças. Ao final da história, sem contar detalhes maiores, Giácomo levantou, como se na sua cabeça pesasse o universo:

- Quella è eccessivamenteioselvaggia da credere. Devono giocare con me, solo può essere. Come sarebbe viaggio possibile nel tempo? In libro delle possibilità scientifiche di romanzo di questo esista soltanto per accadere…28

- Ei… Ora so di dove Joshua ha tolto questa mania per mumble il desodernadamente.29 – Disse Miguel para o tio e depois se voltou para Joshua. – Pronto, cê embolou a cabeça do homem que ele até esqueceu o português.

- Eu não me esqueci de nada, rapaz Miguel. Este teu modo de expressar não é comum e o relato das roupas, nem havia me tocado de quão parecido esta roupa tua e com a minha, rapaz Josu... Quer dizer, Joshua. Sendo isto verdade, apesar do absurdo, eu gostaria de mais detalhes, como com quem eu casarei, se eu serei feliz...

- Não. – Estacou Joshua. – Infelizmente este tipo de informação não poderia lhe fornecer, mas sim, você será uma pessoa muito feliz... Nem sei mais como chamá-lo!

- Prefiro que continue me chamando de Giácomo, não estou acostumado de ser tio, ainda tão novo, se podem compreender. – Os dois balançaram a cabeça, em afirmação. – Não podemos abrir isso a Giancarlo, pois ele não acreditaria, na verdade nem eu estou acreditando... Certo, não espero que entrem em mais detalhes, mas se vão conviver conosco, peço a vós que entendam meu irmão e rapaz Miguel, mantenha-se como um italiano... Como conhece tão bem a Itália? Ainda mais a região de Calábria? – Arguiu Miguel.

- Já fui para lá, como meus pais, numa viagem de verão minha mãe queria conhecer a região onde vocês dois nasceram, então meu pai deu este presente de natal para ela.

- Com certeza, é um belo presente. Nossa, é tão fácil assim viajar para os lugares? – Antes que Miguel respondesse, Joshua interpôs:

- Acho melhor esquecermos o futuro e nos concentrarmos no agora. Aonde vocês dois dormiram, Giácomo? – Meio desnorteado com aquela posição de Joshua, depois de todas as outras informações, Giácomo demorou a processar:

- Ah... Nós conhecemos uma família, no final da rua. Discendenti degli italiani. Moram aqui desde a chegada dos primeiros colonizadores. Mio fratello ficou por lá, relatando fatos atuais da Itália, quando vi as meninas deles saindo, aproveitei para me retirar também. Quando os vi aqui, sentados, decidi me aproximar. Ao ver o giovanotto Miguel falando fluentemente o português, sabia que algo estava errado. Pensei que ambos eram trapaceiros, enganadores, que pretendiam nos dar o golpe, mas isso foi muito além do que pensei. – O sorriso transbordava do rosto de Giácomo. – Quando eu imaginaria encontrar alguém do meu futuro? – Ignorando àquilo, Miguel indagou:

- Carai, sabe o que me veio à cabeça agora... Será que madrinha num é filha de titio não? – Aquilo espantou a Giácomo é Joshua. – Pô, é verdade, vocês dois quando estão nervosos, balbuciam desenfreadamente, só pode ser genético.

- Rapaz Miguel, isto foi... Inusitado! Mas o balbuciar é algo que sempre acontece a todos na família, mesmo Giancarlo faz isso...

- Então eu acho que to na família errada. – Com um sorriso desdenhoso no rosto, olhou para Joshua. – Será que não me trocaram na maternidade?

- Ah Miguel, deixa de falar besteira! – Respondeu Joshua, com um sorriso aliviante no rosto. As coisas acalmaram, mas durante um breve silêncio, Miguel falou:

- Então tio... Quer dizer, Giácomo, cê tá de olho em alguma das duas?

- Ahn?... Não meu rapaz. Nada contra as italianas, pelo contrário, as duas jovens são belas, mas não mexem comigo. Acredito que não seja o meu momento. – Falou, olhando para Joshua, que aparentou impassível.

- Então tá, vou nessa! – E seguiu na direção das meninas quando Joshua segurou no seu braço, quase sendo carregado pelo primo.

- Miguel, uma delas é nossa avó! – Disse, ao pé do ouvido do primo, sem que Giácomo ouvisse. – Miguel, dando com os ombros, pronunciou sem som audível “qual das duas?”, aquilo deixou Joshua inquieto, fazendo-o sacudir a cabeça em negação ao que o primo estava por fazer, e apontou o dedo em direção da mais loira. Se soltando de Joshua, Miguel fez sinal de ok e continuou o caminho:

- It doesn’t forget to speak in Italian!30

- Por que o inglês? – Questionou Giácomo, ao se aproximar de Joshua, que olhava o primo, desiludido.

- É uma língua que aprendemos em um curso.

- Por que ele sabe italiano e você não?

- Porque o nonno ensinou a ele, mas não a mim.

- E por que Giancarlo não fez isso? Vocês dois são netos dele, oras! – Observando o olhar curioso e atento de Giácomo, Joshua respirou fundo e disse:

- Eu sei que está ansioso para saber do futuro, Giácomo, mas não posso lhe contar, pois pode interferir no continuum e assim eu posso terminar criando outra dimensão, gerando um delta no espaço-tempo.

- Meu rapaz, tu falas difícil. Acredito que era o mais querido dos netos. – Desolado, Joshua tocou no ombro e Giácomo, fazendo-o sentar.

- Giácomo, nonno nunca me conheceu. – Aquilo arregalou os olhos do italiano. – Ele não quis me conhecer, pois minha mãe, sua sobrinha, se casou com um brasileiro, sem raízes italianas. Conhece bem o preconceito de Giancarlo quanto a isso. – Giácomo balançou em afirmação. – Então, eu vim para cá para conhecê-lo...

- Mas sua mãe, ela se casou numa igreja cristã-católica, não? Quem a levou ao altar?

- Você! – Respondeu taxativo. – Você, de certa forma, foi meu verdadeiro nonno, Giácomo. Só que não aceitava que eu o chamasse assim, pois esperava que seu irmão perdoasse a filha, como ele fez contigo... – Percebendo que falara demais, preferiu parar. Percebendo, Giácomo olhou com desconfiança, mas não persistiu. Olhando em outra direção, deixando Giácomo e Joshua, Miguel se aproximou das duas jovens:

- Attendo non interrompere niente! Buon giorno, senhoritas?31 – As duas se entreolharam e a que parecia mais nova comentou:

- Diana, ele é italiano, como aquele outro que ficou a conversar com nosso pai.

- Deu para perceber não é Minerva, mas pelo menos ele parece mais bonito, pena que é novo demais para mim. – Miguel quis sorrir, mas continuou fingindo que não entendia nada, foi quando Diana, ajeitando suas longas madeixas loiras, falou. – Você aprendeu com a vovó falar italiano, então conversa com ele. Pergunte de onde ele é...

- Está bem. – Disse Minerva, e com seus olhos cor de jade, que deixou Miguel mais fascinado ainda, ela disse a ele. – Dove di voi lode? È arrivato qui con Giancarlo e Giácomo?32

- Ah, Giancarlo e Giácomo erano venuto lo stessi in treno che laioed il mio cugino, ma noi non arrivano insieme al Brasile,ioarriva qui bene prima. Stava funzionando in una locanda dei miei zii, nel capitale.33 – Contou, dando prosseguimento no relato criado por Joshua sobre o motivo de eles estarem ali. – Il miei cugino ed io sono venuto fino a qui, conoscere il posto di atterraggio del nostro dello stesso paese un quando erano arrivato al paese. Miniera di fortuna da attraversare con i giovani così bei, che il relativo favore?34

- Denomino Minerva e la mia sorella se denomina Diana. Esso siete gentile dire che sono bello, ma tutti parlano che la mia sorella è più graziosa.35 – Interrompendo a conversa dos dois, Diana exclama:

- E então, sobre o que estão falando?

- Sobre você. Ele disse que nós duas somos lindas, mas disse-lhe que todos elogiam a tua beleza, acima de todas.

- Já disse para não se menosprezar Minerva, você é mais bela que eu, só que ninguém ainda descobriu, pois és jovem. Babbo já se referiu várias vezes a ti como “olhos com cor do mar profundo”, isso é um grande elogio. Mas continue a conversa, não o deixe com essa cara de bobão. – Miguel gargalhava por dentro, mas não podia deixar refletir. Aprendera com o passar dos tempos a fazer cara de desentendido, ainda mais convivendo com seu primo Joshua, que sempre usava fórmulas e teorias em suas conversas. A pergunta que não saía de sua cabeça era: “Por que Joshua?”, já que os dois não tinham nada a ver, mas ele sempre encontrava a resposta, pois ele considerava o primo um aliado, o seu maior companheiro e amigo:

- Intendono essere molto tempo questo senso?36 – Ela perguntou.

- Bene, non so. Credo che dobbiamo ritornare presto verso il capitale, ma perchè voi non mostrate la regione me. Sarò molto felice nel sapere…37 - E antes que pudesse terminar, Joshua chegou e puxou o primo:

- What it thinks that’s making?38 – Ele questionou Miguel.

- Which its problem, Joshua? We have to use to advantage while we are here.39

- My problem…? – Esbravejou Joshua. – I’m not that I am giving on of my grandma and the sister of it…40 - Percebendo o tom de discussão dos seus recém descobertos sobrinhos, Giácomo decidiu distrair as duas jovens:

- Buon giorno minhas jovens, é meu irmão, aonde se encontra? – Se desviando da discussão de Joshua e Miguel, Diana proferiu:

- Bom dia, signore Giácomo. Ele ficou a conversar com nosso babbo a respeito da Itália. Ele parece muito apaixonado pelo seu país.

- Sim, meu irmão é... Como se diz?... Deslumbrado pelo nosso país. Precisou que fossemos convocados para a guerra, para convencê-lo a vir.

- Vocês foram convocados? – Diana pareceu fascinada, enquanto Minerva se mantinha entretida com a discussão de Joshua e Miguel. – Mas por que não aceitaram a convocação?

- Ah, são tempos difíceis na Itália, minha cara. O governante do país se aliou a outros governantes de natura dubbiosa, por isso nostro padre preferiu que nós viéssemos para o seu país, assim não teríamos de sofrer a vergonha de servir a um homem que se mistura com assassinos.

- Mas como assim?

- Corre uma história de que o governante della Germania construiu campos de concentração e que neles, aqueles que não se submetem, são mortos. Disseram também que ele odeia os ebrei e por isso os mata, também.

- Ouvimos no rádio que todos estão sendo convocados para ir à guerra. Que o presidente enviará soldados nossos para a região da guerra, parece que eles irão para o seu país.

- Se for assim, só posso desejar-lhes boa sorte e agradecer a Deus por não estar lá. – Percebendo que os dois ainda discutiam e que Minerva parecia entretida com aquilo, Giancarlo procurou lhe chamar a atenção. – E aonde as duas estavam a ir?

- Ah, - disse Diana, cutucando a irmã. – nossa mãe pediu que fossemos ao mercado. Será que o signore e seus amigos nos acompanhariam? – Se aproximando de Joshua e Miguel, Giácomo respondeu:

- Seria um imenso prazer acompanhar as duas jovens. – Percebendo que falavam com eles também, Joshua respondeu:

- Seria de muito agrado acompanhá-las. – E Miguel, por sua vez, falou:

- Sarei adulato in quanto segue.41 – E seguiram com as jovens. Eles permaneceram atrás dela, em sinal de respeito, cochichando:

- Por que não podemos seguir ao lado delas? – indagou Miguel.

- Em sinal de respeito, devemos deixar as jovens seguirem à frente. Somos acompanhantes, não noivos. – Retrucou Giácomo. – A mais jovem, Minerva, ficara entretida na conversa de ambos, será que ela compreendeu o que diziam?

Joshua refletiu sobre o que Giácomo falara, mas não recordava de comentarem que Diana, tia-avó dele e de Miguel, compreendesse inglês:

- Eu acredito que não. O inglês era uma língua pouco difundida nesta região do país, então acho difícil... – Antes de continuar, percebeu que estava deixando Giancarlo confuso, novamente. – Desculpe, ti... Quer dizer, Giácomo.

- Tutto Il buon, é que ainda não me acostumei com essa idéia de viaggio nel tempo, mas vamos, elas entraram logo ali. – E aceleraram o passo, entrando logo depois delas.

Ao saírem, carregavam as compras das jovens, que seguiam à frente, cochichando e rindo. Miguel, devido ao seu porte físico, era o que carregava o mais pesado:

- Carai, como elas iriam carregar tanto peso? – reclamou, aos murmúrios.

- Tenha compostura, rapaz Miguel. – Censurou Giácomo. – Rapaz Joshua, percebeste na jovem que estava no estabelecimento, acompanhada do pai? – Joshua reformulou tudo em sua memória, para ver se encontrava o rosto que Giácomo falava e lembrou que fora a primeira pessoa que ele reparara dentro do mercadinho, assim que entraram:

- Sim, uma jovem índia. Deve ser nativa a região.

- Tens certa razão. Será que seria muito incomodo eu convidá-la, pois desconheço os costumes dos nativos de a cá.

- Giácomo, eu acredito que somente ela poderá lhe responder isso, ou ela ou o pai dela.

- Estais deveras certo neste argumento. Mais tarde retornarei ao centro para ver se consigo localizá-la. – Joshua nunca pensara que eu tio-avô fosse tão determinado. - E gostaria que viesse junto, pois caso eu fique nervoso, poderás me ajudar... E quem sabe, encontre alguém que lhe interesse, também.

- É, quem sabe. – Argumentou desdenhosamente Miguel, pois sabia que o primo faria qualquer coisa, menos trair suas lembranças sobre Alicsirp. Joshua olhou irritado para o primo, mas concordou em ir, pois adoraria conhecer sua tia-avó jovem, também.

Quando chegaram a casa delas, Minerva falou para Miguel, com um sorriso no rosto:

- Può prendere questo per la cucina, la mia madre riceverà da voi.42 – E seguiu para a cozinha, com Joshua e Giácomo atrás. Ao chegar lá, Miguel colocou o que carregava sobre uma grossa mesa de madeira, que aparentava ser bem pesada:

- Signora Ceres, trouxemos suas compras. – Ceres se encontrava de frente para um fogão de lenha, de costas para eles. Era uma mulher corpulenta. Seus cabelos negros formavam um coque, em cima da cabeça, presos desgrenhadamente, aparentando ter sido feito as pressas.

- Grazie, jovem Giácomo. – Quando se virou, reparou nos dois rapazes ao lado de Giácomo. – Quem são estes?

- Desculpe-me minha senhora, eu me chamo Josué e este é meu primo Miguel. Ele veio da Itália, como Giácomo e Giancarlo. – Joshua disse, pegando na mão grossa e calejada de Ceres e beijando-a. – Viemos da capital para a cá, na intenção de conhecer aonde nossos parentes desembarcaram ao chegar no país.

- Que coisa boa. Então és descendente de italiano?

- Sim senhora, mas somente em parte. Minha mãe é casada com um brasileiro, descendente de portugueses.

- Ora, mas não somos todos brasileiros? Sem contar com o jovem Giácomo, Giancarlo e seu primo aqui, todos nós nascemos e vivemos nesta terra abençoada. – Ela abriu um sorriso amarelado. – Fico imensamente agradecida pela bonaventura de vós. Peço-vos que fiquem para o almoço.

- Se não for nenhum incomodo. – Replicou gentilmente Joshua.

- De jeito maneira, será um imenso prazer. Por favor, jovem Giácomo, siga com os jovens para a sala de visitas, meu marido deve estar por lá com vosso irmão. – E eles saíram da cozinha atrás de Giácomo:

- I wait that it hasn’t forgotten that I’m dissimulating not to know Portuguese, “Josué”.43 – Esbravejou Miguel.

- It can leave, I didn’t forget, but it now painted distrust with the commentary of Giácomo. E if Minerva will understand what we talk?44 – Indagou Joshua.

- This would be possible? I never knew of it to know the English.45 – E pararam de falar assim que chegaram à sala, com Joshua dando com os ombros. No sofá estava sentado Giancarlo, enquanto numa cadeira, que mais lembrava uma espreguiçadeira, estava sentado o pai de Diana e Minerva, Enéias. Os três se aproximaram, ao sinal deste:

- Buon giorno, giovane Giácomo, quem são seus amigos? – Perguntou entre uma tragada do seu cigarro de palha, que empesteava a sala com o cheiro, mas antes que pudesse responder, Giancarlo interpôs:

- Sono i due giovani che erano venuto lo stessi in treno che io ed il mio fratello. Uno è stato sopportato in Italia, come noi e l'altro è sopportato qui, nel paese.46 – As últimas palavras foram ditas com certo desdém, mas Enéias preferiu ignorar e continuou:

- Bem, um jovem nativo, como nós. – Ele sorriu, sem dentes estavam amarelados, devido ao fumo. – O que lhes trazes aqui, jovens? Ah, pardons me ma non deve non capire niente di che cosa dico, io che ho chiesto che cosa portate loro qui.47

- Nós viemos descobrir mais sobre o local onde nossos parentes desembarcaram. – Respondeu Joshua. – Meu nome é Josué e este é meu primo Miguel, ele veio de Calábria, também.

- Minha família, os Gialdi, vieram da Província de Parma, na região de Emilia-Romagna. In quale provincia pagamento rinviato la relativa famiglia, Miguel?48

- Sono venuto della provincia di Catanzaro.49 – Respondeu Miguel.

- Catanzaro? Ma i membri della relativa famiglia non erano venuto durante l'immigrazione grande del secolo XIX? Non mi ricordo del mio padre per non accennare nessuno di Catanzaro. Senza contare quel conosco tutti qui le famiglie residenti e nessuno di questa provincia.50 – Miguel ficara nervoso, mas tentando não demonstrar falou com o primo, em inglês:

- I find that I complicated myself. It wants to know on the region of Catanzaro, therefore nobody lode of this province for here in the period of the great immigration.51 – Enéias estranhou a lingual que Miguel falava:

- Que idioma é está que ele está usando. – Num ato de impulso, Joshua respondeu:

- Inglês, senhor. Com sua licença. – E respondeu ao primo. - I don’t know I eat to help it; therefore my knowledge on the great immigration is well distinct. You don’t remember you’re welcome not, anything that grandpa can have mentioned?52

- Not, it’s silly one. One forgot that grandpa arrived now and it did not come with the other immigrants?53

- Then he thinks about something, fast, therefore it will start to distrust.54 – disse, percebendo que Enéias começava a olhá-los de modo estranho. Percebendo uma pausa na conversa dos dois, Eneías disse:

- Inglês? Minha filha mais nova estava aprendendo inglês, pois desejava ir para a guerra, mas não podia permitir que ela se envolvesse neste conflito. Se quiser posso ajudá-los, chamando-a. – Aquilo revirou o estômago dos dois, ela então podia entender o que eles falavam e deixava-os bem encrencados. Percebendo que ambos haviam se metido numa baita encrenca, Giácomo decidiu intervir:

- Você chegou a mencionar a província de Cosenza, Josué, acredito eu. – Percebendo a ajuda de Giácomo, Joshua se retomou e Miguel respirou aliviado:

- Ah sim, Cosenza, província de Calábria. Perdoe-nos senhor, é que quando iniciamos uma conversa em inglês, esquecemos do resto. - Sorriu, olhando pro primo, que fingia não compreender nada, assim como Giancarlo, que não entendia mesmo. – Nossa família vivia na província de Cosenza, mas depois que alguns vieram para o país, os outros foram para Catanzaro, onde Miguel nasceu.

- Ah sim, completamente compreensível. Bem, o importante é que estão aqui e poderemos conversar bastante. – Percebendo que Giancarlo não compreendia nada, se desculpou com o italiano:

- Mille giustificazioni, il mio giovanotto costoso, li lasciamo del colloquio all'esterno.55

- Se non importa con questo. Per l'abilità, dovrò imparare la vostra lingua, per potere partecipare ricompensa delle parole dette.56 – Falou Giancarlo, mio acanhado.

- Ciò non sarà problema, i miei più vecchi studi del figlio da essere insegnante. Così essendo, potrà da insegnare esso. – Olhou para Miguel e disse. - Per i giovani anche, se così volere.57

- Sarà un piacere, signore…58

- Dove sono i miei sensi, il mio nome è Enéias.59 – E cumprimentou Miguel, depois se virou para Joshua e se apresentou também. – Meu nome é Enéias, Enéias Gialdi.

Tradução:

28 – Isto é louco demais para eu acreditar. Eles devem estar brincando comigo, só pode ser. Como seria possível viagem no tempo? Somente em livro de ficção científica existem possibilidades disso acontecer...

29 - Ei... Agora eu sei de onde Joshua tirou essa mania de balbuciar desodernadamente.

(...)

30 - Não esqueça de falar em italiano!

(...)

31 - Espero não estar interrompendo nada! Bom dia, senhoritas?

32 - De onde você veio? Chegou aqui com Giancarlo e Giácomo?

33 - Ah, Giancarlo e Giácomo vieram no mesmo trem que eu e meu primo, mas não chegamos ao Brasil juntos, eu chegue aqui bem antes. Estava trabalhando em uma pousada dos meus tios, na capital.

34 - Meu primo e eu viemos até a cá, para conhecermos o local de desembarque de nossos conterrâneos quando chegaram ao país. Sorte a minha cruzar com tão belas jovens, qual a sua graça?

35 - Eu me chamo Minerva e minha irmã se chama Diana. Você é muito amável em dizer que sou bonita, mas todos falam que minha irmã é a mais graciosa.

36 - Pretendem ficar muito tempo por aqui?

37 - Bem, eu não sei. Acredito que deveremos voltar em breve para a capital, mas por que vós não me mostrais a região. Ficarei muito feliz em conhecer...

38 – O que pensa que está fazendo?

39 - Qual o seu problema, Joshua? Temos de aproveitar enquanto estamos aqui.

40 – Meu problema...? (...) Não sou eu que estou dando em cima de minha avó e da irmã dela...

41 - Eu ficaria lisonjeado em acompanhá-las.

(...)

42 - Pode levar isso para a cozinha, minha mãe receberá de você.

(...)

43 - Espero que não tenha esquecido que estou fingindo não saber português, "Josué".

44 - Pode deixar, não esqueci, mas pintou um receio agora com o comentário de Giácomo. E se Minerva estiver entendendo o que conversamos?

45 - Isso seria possível? Eu nunca soube dela conhecer o inglês.

(...)

46 - São os dois jovens que vieram no mesmo trem que eu e meu irmão. Um nasceu na Itália, como nós, e o outro é nascido aqui, no país.

47 -... perdoa-me mas não deve estar entendendo nada do que eu digo, eu perguntei o que lhes trazes aqui.

48 -... Em qual província mora sua família, Miguel?

49 - Eu vim da província de Catanzaro.

50 - Catanzaro? Mas membros de sua família não vieram durante a grande imigração do século XIX? Não me lembro de meu pai mencionar ninguém de Catanzaro. Sem contar que conheço todas as famílias residentes aqui e ninguém desta província.

51 - Acho que me encrenquei. Ele quer saber sobre a região de Catanzaro, pois ninguém veio desta província para a cá. no período da grande imigração.

52 – Eu não sei como ajudá-lo, pois meu conhecimento sobre a grande imigração é bem distinto. Você não se lembra de nada não, qualquer coisa que vovô possa ter mencionado?

53 - Não, seu bobo. Esqueceu-se que o vovô chegou agora e não veio com os outros imigrantes?

54 - Então pense em algo, rápido, pois ele começará a desconfiar.

55 - Mil desculpas, meu caro rapaz, deixamos você fora da conversa.

56 – Não se importe com isso. Pelo jeito, terei de aprender o vosso idioma, para poder participar mais gratificantemente das conversas.

57 - Isso não será problema, minha filha mais velha estuda para ser professora. Assim sendo, ela poderá lhe ensinar.(...) Para o jovem também, se assim desejar.

58 – Será uma honra, senhor...

59 - Aonde estão meu modos, meu nome é Enéias.